Archive for Agosto, 2013

23 Ago, 2013

Os mortos funcionam por acumulação

Fazem falta uns mortos. Excelente texto de Cristina Fallarás no eldiario.es

http://www.eldiario.es/zonacritica/hacen-falta-muertos_6_167343275.html

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23 Ago, 2013

Meninos de cera

Muito bom este artigo sobre as (nossas) reacções ao massacre sírio:

http://www.pintiparada.com/2013/08/22/que-siria-ni-que-nino-muerto/

18 Ago, 2013

Em Espanha, segue a luta pela Saúde Pública

Mesmo em Agosto porque os problemas só se acumulam até Setembro…

http://www.eldiario.es/sociedad/Marea-Blanca-sanitaria-privatizacion-hospitales_0_165883548.html

18 Ago, 2013

Ainda a PAH

Uma fotografia vale mil palavras.

Retirada daqui: http://www.spiegel.de/fotostrecke/photo-gallery-corruption-trial-adds-to-spain-s-woes-fotostrecke-99698-3.html

15 Ago, 2013

Juntos é Possível (mas não de qualquer maneira)

Juntos é Possível!

http://periodismohumano.com/economia/amanecer-en-ofeliaresiste.html

[mas antes de pensar em replicar, lembrar que a PAH não é um movimento centrado no derrube do governo (tem uma causa bem mais anti-governo do que isso), não começou de um dia para o outro nem alcançou notoriedade ao fim de uma semana de trabalho, faz trabalho nos bairros (e não apenas nas redes sociais), tem uma estratégia (é muito mais do que um conjunto de vontades para realizar acções ou manifestações), soube distanciar-se qb dos movimentos okupas tradicionais e dos partidos da oposição para ganhar a população, soube maximizar o mediatismo da iniciativa legislativa popular (não se limitou a entregar uma petição e já está) diversificando formas de luta quando necessário, não emite comunicados sobre todas a lutas e mais algumas (centra-se no seu trabalho) e soube ir buscar força às acampadas em vez de lhes chamar "um bando de freaks"].

Que me desculpe (ou não!) a beliscadura a quem se sentir visado, mas quando alguns se sentirem frustrados com a situação actual do país ao mesmo tempo que lhes pende o inevitável pé para a transformação do acto eleitoral deste outono em mais uma fracassada tentativa de queda do governo, ou para um remake das mobilizações fracassadas de 15 de Setembro do ano passado (dando por certo alguma visibilidade aos respectivos candidatos autárquicos) ou até para um remake do cerco à constituinte, talvez não fosse má ideia parar para pensar um pouco porque é que juntos alguns vão podendo e nós por aqui podemos cada vez menos. E porque é que aqueles que eram criticados por afirmar que "vamos devagar porque vamos longe" em tempos de austeridade, já nos ultrapassaram à muito pela esquerda. Inclusive na luta contra o seu governo.

12 Ago, 2013

Sobre novelas!

Desde puto que me fazem confusão as telenovelas. Uma pessoa segue um grupo de actores durante algum tempo, resmas e resmas de episódios, habitua-se a ver certas caras associadas a certos personagens e depois tudo acaba de repente. E custa sempre um pouco ver surgir de novo os mesmo actores na novela seguinte, invertendo papeis, o que antes era "bom" representando agora papel de "mau", o que era antes "um temível vilão" agora comportando-se como "ingénuo". Ou até mesmo, a protagonista "giraça" que troca de penteado e agora é filha de uns pais divorciados em vez de morar com o pai camionista que ama ainda muito a sua falecida mãe, e etc. e tal. Todas estas trocas complicavam o meu espírito de miúdo, mas o enredo acabava por se entranhar e o certo é que ao fim de uns dias já não me lembrava sequer da novela anterior.

É assim com esta estranheza – mas bastante ansiedade – que espero por Setembro e pelo inevitável retorno dos activistas à capital. Neste Agosto lento, anseio por uma nova história e estou disposto até a conceder na mudança ou remake de velhos actores. Isto porque o que actualmente se passa (ou não passa!) é tão mau que ainda que os protagonistas possam ser os mesmos estarei disposto a acolhê-los de braços abertos.

Ansiedade. Que novidades trará Setembro? Será que o "Que Se Lixe a Troika" definhou? Resistirá a um remake a 15 de Setembro? E como correrá? Os Indignados retomarão folego e organizarão uma manifestação anti-partidos no dia das eleições? A Auditoria à Dívida fará o seu 2o Encontro Nacional anunciado com tempo? O Democracia e Dívida desfazer-se-à numa qualquer batalha de facebook ou no cansaço dos seus membros? Haverá alguém a manifestar-se em S. Bento no dia da apresentação do orçamento? Ah…que emoção, que ansiedade!

E quem sabe não existam novas revelações, estrelas em ascensão que ocupem o vazio deixado vago pelas eleições? talvez um conjunto de jovens que ocupem uma radio e forcem o locutor a ler um discurso sobre a necessidade de um mundo melhor? Não, isso já aconteceu e ninguém ligou nenhuma. Não estavam cá os inefáveis activistas e os jovens foram presos no silêncio morno do calor de Agosto. Paciência, aguentem-se…[é incrivel isto!]

Mas, vem aí Setembro. E mesmo que o enredo possa não ser do agrado, e os protagonistas os mesmos, bem-vindo seja quem me acordar o espírito. Novas histórias precisam-se!

12 Ago, 2013

Sobre uma grave violação da ordem pública

Desconfio que são os crimes mais simples e com menor gravidade os mais punidos. Os mais graves, são sempre supostamente mais complexos, e é quase sempre passam impunes.

Porque raio é que se tem de pagar logo uma multa e se acaba inibido de conduzir por ter passado um sinal vermelho numa avenida portuguesa, às 11 da noite de um calmo dia de semana, sem ter colocado ninguém minimamente em risco? Que tão grave prevaricação foi cometida que aparentemente justifica que um funcionário público (no caso da GNR) perca o seu tempo, nove meses depois, a escrever e enviar 2 páginas A4 em elaborado legalês ao condutor? Páginas essas nas quais descreve todo o importante acontecimento, todas as normas violadas, todas as sanções e consequências legais do famigerado acto, desde as que efectivamente tenciona aplicar ao condutor a todas as outras, as potenciais e prováveis, caso ele desrespeite o conteudo da carta e não cumpra as suas fatídicas sanções? Que raio de sociedade é esta que tão depressa pune estas gravíssimas violações da "ordem pública" mas é incapaz de alocar tempo e energia a reflectir, e muito menos punir!, sobre as "(i)legalidades" e subtilezas bancárias e políticas que imediatamente tantas vidas destroiem?

Esta noite, enquanto cortes e recortes, roubos e desmandos, são executados nas vidas dos seus concidadãos, um funcionário público (no caso um polícia), dormirá tranquilo, na serenidade do dever cumprido. Bem haja por ser actor e participante em tudo isto!

10 Ago, 2013

Locutor de radio obrigado a ler mensagem sob ameaça de arma de paintball

Chegará a saber-se o conteudo da mensagem? Afinal era talvez o mais interessante.

http://www.publico.pt/local/noticia/locutor-de-radio-na-bobadela-sequestrado-1602688

09 Ago, 2013

Sobre “Que Se Lixe A Troika: um movimento em negação”

Agosto é o mês do azedume. Desde 2011 que é assim. Os activistas partidarizados tiram o seu merecido descanso (auto-justificado por certo) e resmas de cidadãos preocupados ficam para trás a desesperar pela situação do país.

Não sei quem escreveu este artigo, mas falta nele que se peça explicação ao QSLT sobre a razão porque depois de tão grandes "sucessos" [15S e 2M] e de ter arrogantemente acabado com os principios de abertura e transparência que o 15M e Occupy tinham generosamente emprestado ao activismo anti-troika português – isto para além de ter desbaratado e excluido n pessoas que já haviam participado e enriquecido movimentos anteriores com ideias divergentes – a tão prometida demissão do Governo continua por acontecer!

[depois de se adoptar uma postura dirigista e fechada é normal que cidadãos (como eu) se encostem e peçam explicações – é o que se passa todos os dias na política portuguesa –  por isso estou certo que entendem e respeitarão tanto a minha mão estendida como a minha critica destrutiva]

Como qualquer cidadão, estou preparado (e habituado) a ouvir todo o género de explicações sociológicas e económicas. Tenho apenas curiosidade de saber se reservam alguma para a necessidade absoluta de promover a abertura, transparência, informação e inclusão, como valores fundamentais da organização (e contestação) democráticas.

08 Ago, 2013

Vale a pena ler: Recetas FMI y UE: menos salario, más paro, menos democracia, más penuria

Reflexão pessimista mas correcta sobre as consequências da intervenção do FMI, BCE e EU nos países europeus (com ênfase em Espanha).

Evitar/sair (d)isto continua a ser possível. Juntos será sempre possível. Mas para isso é preciso ter a coragem de fazer chegar as palavras e as acções aos gabinetes onde não chegam. Quanto tempo faltará para pormos termo a isto?

http://www.eldiario.es/zonacritica/Recetas-FMI-UE-desfachatez-democracia_6_162093795.html