Pequena reflexão a propósito de um novo artigo de Costas Lapavitsas sobre a situação grega

Costas Lapavitsas escreveu um bom texto no The Guardian sobre a situação grega e a importância das próximas eleições. Vale a pena ler este texto que expõe com clareza a justifiça do posicionamento actual do eleitorado grego e o caminho dificil que a Grécia tem pela frente amordaçada que está pelos credores internacionais, nomeadamente os europeus. E não ter dúvidas que haverá em Portugual e na Europa um sector politico e empresarial que lutará para que a Grécia colapse se as "opções eleitorais erradas" forem adoptadas por medo que um exemplo positivo anti-austeridade e anti-pagamento da dívida por parte da Grécia contagie com novas esperanças os restantes países do sul.

A este último respeito há no entanto que ter em conta que apesar de o caso grego ter algumas semelhanças evidentes com o caso português

atente-se por exemplo neste parágrafo (in The Guardian, 29.12.2014)

Since the summer of 2014, the depression has been drawing to a close, helped by the strong performance of the tourist sector. Yet, the damage from troika policies is so severe that growth prospects are appalling. The weakness is manifest in foreign trade, which the IMF expected to act as the “engine of growth”. In 2014, Greek exports will probably contract, while imports began to rise as soon as the depression showed signs of ending. This is a deeply dysfunctional economy.

e compare-se com o que se observa na situação portuguesa(in Publico, 02.01.2015)Com o apoio dos serviços, impulsionados pelo turismo, as exportações portuguesas mantêm a balança positiva. Mas nos primeiros dez meses de 2014 o valor passou de 1260 para 694 milhões por causa da subida das importações.

Não será no entanto um caso simples de "as mesmas receitas->os mesmos resultados". De facto, por aqui, não há nem eleições antecipadas nem Syriza que as vença. E, sendo certo que a resposta ao "porquê?" desta situação tem encontrado muitas afirmações categóricas, também é verdade que têm falhado todas as tentativas de a resolver.E que alternativas de poder (pelo menos as consistentes) não se formam do dia para a noite.


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