Presidente de um dos melhores países do mundo

Palavras finais do discurso do presidente da república no passado dia 5 de Outubro: um apelo final aos jovens (ver na integra aqui):

Os jovens portugueses não devem enveredar pelo pessimismo e pela maledicência, não devem desperdiçar energias e o imenso talento que têm a criticar tudo e todos, quando tanto podem dar à vossa terra, Portugal, um dos melhores países do mundo para viver.

Não desperdiçar energias a criticar tudo e todos…Portugal como um dos melhores países do mundo para viver…Foi com alguma pena (mas sem desilusão porque como dizia outro dia um amigo “só tem desilusões quem se iludiu com algo”) que vi comentadores e redes sociais perderem estas palavras na espuma dos dias. Os primeiros seguiram o guião pré-preparado dos “recados do presidente”. Os segundos, copiaram-nos ou optaram por outros temas da actualidade. Ou então pouca gente na realidade ouviu o discurso até ao fim ou foi depois ler o original do discurso…

Para contraste e análise, sem pretender entrar na critica e maledicência que tanto parecem perturbar o presidente, relembro aqui a introdução do seu discurso de 5 de Outubro de 2012 onde o panorama político (e a contestação nas ruas) eram certamente diferentes não se percebendo como de repente Portugal se tornou um dos melhores países do mundo para viver

Portugal tem de conseguir conquistar a sua autonomia financeira face ao estrangeiro, mas esse objetivo ainda não foi alcançado. Aos Portugueses são pedidos grandes sacrifícios, ao mesmo tempo que se verifica o desemprego de milhares de cidadãos a que não podemos deixar de acorrer. Muitos Portugueses veem-se em situações de grande dificuldade, situações que os seus pais nunca conheceram e que eles próprios nunca julgaram que viriam a atravessar. Nestas alturas, há o risco de nos deixarmos abater pelo desânimo e pelo pessimismo, de sermos assaltados por sentimentos de medo e de frustração, de incerteza quanto ao nosso futuro e quanto ao futuro dos nossos filhos. Tão absorvidos estamos pelas dificuldades do presente que rapidamente podemos perder o sentido do futuro.

E deixo a ideia de que se proceda a uma comparação mais cuidadosa dos discursos dos últimos 5 anos, desde logo nas suas referências ao sistema escolar (sempre abundantes dado o inicio do ano que ainda se vive em outubro) e cuja análise me parece poder ajudar nas lutas dos criticos e maledicentes professores.

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