Marques Mendes e as suas mensagens de choque

Que o IVA vai aumentar para 23.25% e que o governo está a preparar novos cortes não é novidade nenhuma: a dívida é impagável e a austeridade é uma verdade para os próximos 30 anos se mantivermos o sistema económico e político tal como está. É natural que isto ameace quem está no governo e o coloque necessariamente a prazo. É por isso que um ex-ministro do PSD anuncia num sábado à noite na TV uma pretensa guerra entre Passos e Portas sobre um aumento do IVA para 24%, uma "opinião" com uma enorme difusão nas televisões e rádios.

É obvio que o governo usa e abusa da doutrina do choque assustando as populações, i.e., lança nas TVs notícias falsas e especulações sobre assuntos gravíssimos com a intenção de chocar e assustar a população por forma a conseguir implementar as medidas que realmente quer – sejam estas ou outras – sem resistência social significativa. Não é assim de surpreender que logo depois surja o desmentido e que a principal marioneta política desde logo se manifeste contra. Não restam dúvidas que já estava (e está) tudo preparado. Esta gente sabe muito bem o que faz, não está na política a brincar, nem brinca com a protecção que tem de dar aos interesses financeiros instalados, dos quais aliás, depende.

Neste turbilhão mediático há que manter a cabeça fresca e sobretudo não colaborar na amplificação do choque, combatendo-o desde logo. Assim,
a) importa não amplificar estas notícias falsas e mensagens no facebook, i.e., não colaborar na estratégia do governo;

b) importa relembrar que a actual dívida é fruto da especulação bancária e que o seu pagamento é executado com recurso a enormes conivências políticas;
c) relembrar que a actual dívida é impagável, como ou sem BES incluido, e que há quem possa (mas não queira!) anulá-la e renegociá-la;

d) lembrar que quem recusa auditar e resolver o problema da dívida o faz porque isso implica mexer com os seus interesses políticos e os interesses financeiros dos seus amigos credores;
e) afirmar que há uma casta que está interessada em salvar-se lucrando. E que essa casta nunca deixará que algo mude. E que essa casta usará sempre todas as técnicas mediáticas que estão à sua disposição no sentido de implementar as medidas que mais lhe convêm;

f) afirmar que há alternativas, e muitas, a esta situação. E que todas elas passam por uma mobilização informada da população no sentido de alterar drasticamente o actual sistema económico (baseado no lucro de curto prazo e na exploração desenfreada de populações humanas e da natureza) e político (que favorece conluios entre políticos e banqueiros e não defende o bem estar e progresso das populações);

g) continuar a promover reuniões e entendimentos entre pessoas por forma a que de uma vez por todas se ponha um fim a isto e se dê à população de portugal aquilo que ela merece: desenvolvimento sustentável, alegria e paz de espirito.

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