Das electricas, dos parasitas e dos hospedeiros: uma visão negra sobre o futuro de Portugal à luz da electrici dade que falta na Grécia. E no Lagarteiro. electricia

Sabes-se da teoria biológica que aos parasitas não compensa geralmente matar os hospedeiros. A situação na Grécia está a ficar dramática. Depois de terem sugado o hospedeiro (população), e de ele ter entrado em colapso, o parasita (neste caso uma companhia electrica), está literalmente à rasca sem saber o que fazer com excesso de facturas por pagar.

A sanguessuga sugou demais, o hospdeiro desfaleceu, e ameaça haver quebra no fluxo de sangue. A sanguessuga descobre que está agarrada a um cadáver e começa pela primeira vez ela própria a temer morrer. Tratando-se de uma companhia estatal grega, é dificil encontrar outro hospedeiro a que se agarrar. Posto de outra forma, os ratos estão à rasca depois de terem comido toda a comida no navio. E não é fácil saltar de barco agora que este se afunda.

E agora, quem é que lhes paga facturas e as as rendas das eléctricas? Pânico.

Há duas opções. Uma dificil e humana – enfrentar os credores externos, baixar os preços da electricidade, tentar reavivar o pouco que resta da economia grega centrando-a nas pessoas e declarando guerra aberta aos mercados – e outra dificil e desumana – endurecer as leis, considerar todos os consumidores que devem electricidade criminosos, colocar a polícia no seu encalço e o país às escuras, e se for necessário reprimir.

Pressionados pelos mercados e pelas pessoas, os governantes gregos talvez hesitem um pouco de aplicar a 2a opção. Há sempre eleições que se perdem, estados revolucionários que se podem atingir. Guerras civis? quando se aperta demais o garrote também elas são possiveis. Mesmo na Europa. E há ainda (sobretudo?) alguns interesses capitalistas internos à grécia que não aceitam de bom grado ser prejudicados.

Mas já se lhes adivinha a opção. Morto o hospedeiro, habituadas que estão a sugar, não resta às sanguessugas mais do que comer penosamente o cadáver. No final, até os ratos gostam de madeira. E quando ela acabar? logo se vê.

http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_articles_wsite2_1_01/11/2013_525901

É por estas e por outras que é fundamental afrontar os credores quanto antes. O país está a enfraquecer a olhos vistos. PS e PSD ainda não se coligaram. Mas o tempo acelera. Talvez ainda o tentem fazer. Mas olhando para os calendários de pagamento da dívida e verbas envolvidas – e mesmo acreditando em generosas restruturações futuras – sabem que é impossível pagá-la. E sabem que no dia em que isso acontecer, logo logo, os seus anteriores amigos" – EDPs, Sonaes, Comentadores, Bancos, etc – hão-de-lhes bater à porta. Nesse dia, zangam-se as comadres. Os mais espertos fazem-se ao mar e levam as empresas para fora. Os mais incautos, talvez Passos Coelho incluido, afundam-se com o navio.

É mesmo preciso anular a dívida. Não há outra volta a dar.

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