Portuguese do it better

Em Espanha, bombeiros recusaram-se a obedecer a uma ordem da polícia terminando identificados.

http://atitulopersonal.es/farola-y-pancarta/

Pois é…no país vizinho não só o 15M não morreu, como continua a ter razoável capacidade de mobilização e inovação. Tudo isto sem ter tido necessidade de se vincular a agendas partidário-sindicais ou convergências unitárias à esquerda.

Diz-se por lá que é possível e vantajoso não fazer isso, porque não é unidade na acção que as pessoas querem ou necessitam, mas diversidade, inovação, confiança e sobretudo respeito pela sua participação…mas nós cá é que sabemos! os portugueses sempre sabem ("portuguese do it better"), nomeadamente os elementos da esquerda activista bloquista/comunista (e regiões adjacentes) que já cá andam há muito tempo e por isso não hesitam em dizer "o que é preciso", não hesitando em “colocar o dedo na ferida”, afirmando que "é preciso é substancia", que "isto não vai lá com infantilidades", que "os acampados são um bando de freaks", "estas mobilizações são inconsequentes", que “o 15M são jovens burgueses que descobriram a crise” e que o “que é preciso é chegar aos trabalhadores” e “a queda do governo” porque “é urgente e povo está a ser massacrado” e “o povo já não aguenta mais”…

A queda do governo era para ontem não era? e afinal o povo sempre aguentou apesar dos ânimos exaltados e profusão de posts no facebook que reagiram à frase do banqueiro…e a esquerda activista desertou as praças…primeiro em Agosto (para descansar “que a luta é dura”), depois no início de Setembro (para o Avante “porque é um espaço cultural único”) e no final de Setembro para eleições (“porque afinal de contas, ciclos políticos são ciclos políticos”)…e, em Outubro, lá voltarão às ruas porque o Orçamento de Estado tem data fixa (15 de Outubro) e teremos tempo para nos preocupar com ele…mas à cautela, a CGTP marca uma jornada de luta para uns dias depois da sua apresentação (provavelmente “para dar tempo para preparar”)…

…face a isto…haverá este Outono da parte de quem não se revê neste tipo de coisas, o mínimo de espaço e tempo para um pouco de auto-crítica, para uma avaliação do que correu bem e do que correu mal nestes últimos dois anos que envolva uma análise objectiva do caminho percorrido e ponderação de novas soluções (incluindo nelas, a possibilidade de reinvenção das soluções assembleárias e abertas entretanto abandonadas)?

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